Na primeira criação, o homem tinha a capacidade do pensamento voluntário, o qual o colocava em uma posição de responsabilidade. Ele podia, portanto, obedecer ou desobedecer. Nós sabemos que ele desobedeceu, e a motivação não foi o fruto, mas o “eu”. A queda foi total: o homem desistiu de Deus.

Cristo, o segundo Adão, desistiu de qualquer pensamento de Sua própria vontade – Ele não fez uso de Sua liberdade ou do poder por Sua vontade. Ele veio para obedecer: “Eis aqui venho (no princípio do livro está escrito de Mim), para fazer, ó Deus, a Tua vontade” (Hb 10.7; Sl 40.7,8). Ele renunciou a Si mesmo. No meio da ruína, Ele amarrou o valente; Adão, por sua vez, sucumbiu no lugar de bênção. Cristo suportou o abandono, para o qual o homem correu voluntariamente, para sua eterna ruína.

Na nova criação é diferente: o homem regenerado agora tem o conhecimento do que Deus é, tendo sido criado “em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24). Nós temos um relacionamento poderoso e íntimo em comunhão com Deus, pelo Espírito Santo. Nós fomos redimidos. Por causa da obra perfeita da graça do Senhor, nós fomos trazidos de volta, restaurados e reconciliados com Deus. Que coisa maravilhosa é a redenção!

Traduzido por Jacilara Conceição de Man in God’s Image and Likeness. (Uma adaptação do artigo original sobre um comentário de John Nelson Darby a respeito de “Imagem e Semelhança”, em Notas & Comentários vol. 1, p. 178). Revisado por Francisco Nunes. Este artigo pode ser distribuído e usado livremente, desde que não haja alteração no texto, sejam mantidas as informações de autoria e de tradução e seja exclusivamente para uso gratuito. Preferencialmente, não o copie em seu sítio ou blog, mas coloque lá um link que aponte para o artigo.
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