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Recentemente, fiz uma viagem de quase 15 dias. Por diversos motivos, ela foi cheia de lições e de geração de perguntas. Ao lado de meu meio século de existência, três décadas de casamento (com a mesma mulher) e um pouco mais de tempo de fé em Cristo, três filhos, um neto e muitas cicatrizes, ela me fez considerar ou reconsiderar algumas coisas, e desejo partilhar aqui um pouco do que aprendi e sobre o que estou considerando. Descobri que ainda não sei tudo, que ainda não pratiquei tudo que sei e que ainda não sei tudo que tenho de praticar.

Inicialmente, pensei em escrever um único texto, mas, com o passar dos dias, ele foi se tornando grande demais, com divisões demais. Além disso, as lições não se encerraram com a viagem. Conforme penso no assunto, conforme analiso minha vida à luz delas, conforme sou iluminado, vejo que há há mais coisas a serem ditas, em primeiro lugar a mim mesmo.
Tomo emprestado o texto de 1João 2.12-14 para dirigir meus pensamentos. Entendo que ali o apóstolo estava se dirigindo a três categorias de pessoas enfatizando sua maturidade espiritual mais do que diferentes faixas etárias. Tenho um pouco disto em mente também, mas quero destacar os diversos relacionamentos no âmbito familiar, dirigindo-me aos pais – os mais velhos da família –, aos jovens – essa nebulosa idade que demora cada vez mais tempo para terminar – e aos filhinhos – as crianças, os menores da casa.

Muito provavelmente os filhinhos não vão ler isso. Não conheço muitos (conheço algum?) que eu colocaria nessa categoria e que costume pesquisar na internet por assuntos espirituais. Mesmo assim, espero que, de algum modo, essas dicas cheguem a eles e que as pratiquem. Sei que há muitos jovens cristãos desejosos de viver uma vida de fé genuína, que agrade a Deus. Oro para seja útil o que vou escrever aqui.

Mas, sem dúvida, a grande responsabilidade pesa sobre os pais, os mais antigos na fé, os que têm descendentes biológicos ou espirituais. Recai sobre estes o chamamento bíblico de instruir as outras gerações acerca do Senhor, de Sua Palavra e de Suas obras.

Os textos vão ser chamados de Conselhos para… cada uma das categorias. Pensei em chamá-los de dicas, mas resisti à tentação de querer parecer descolado, moderninho, informal. A Bíblia usa o termo “conselho”, e ele indica seriedade, gravidade, importância, necessidade de ser ouvido. Pretendo, com a ajuda do Senhor, escrever conselhos que sejam bíblicos e proveitosos. Com certeza, não serão novos, inéditos, como se fossem uma nova revelação. Não tenho essa pretensão; muito pelo contrário. Antes, serão a aplicação dos antigos (não antiquados…) princípios bíblicos a situações práticas, aos desafios do tempo presente. Que o resultado seja a capacitação de todos – pais, jovens e filhinhos – para viverem plenamente sua vida em Cristo.

Abraço.

Campos de Boaz: colheita do que Cristo, o Boaz celestial, espalhou em Seus campos é um projeto cristão voluntário sob responsabilidade de Francisco Nunes.
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