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Eu preferiria ter o Amor que pode amar em meio a mil defeitos ao zelo que suporta apenas um.

Eu desejo andar com todos naquelas coisas em que servem a Cristo, mas eu não quero ajuntar-me com um grupo impedindo-me de reunir-me com os outros.

Amar a todos a quem Cristo ama, aqueles sobre os quais Cristo põe Sua bênção ou a que nós próprios reconhecemos como cristãos pela iluminação do Espírito Santo, não por que concordem conosco em certos pontos, mas porque são ligados por uma afeição real ao Senhor.

Nada denota mais verdadeiramente a liberdade com a qual Cristo liberta do que a libertação da servidão ao dinheiro, muito ou pouco.

Ser santo é a principal condição para difundir a graça do Espírito Santo. O canal deve estar limpo.

Se seu amor flui em direção a Cristo, você terá um senso quase instintivo do que O agradará, e isso provará ser uma vida santa, quando for seguida dia após dia.

Na educação de Seus filhos, Deus, nosso Pai, ilumina gradualmente; com sucessivos passos de obediência, Ele aumenta a fé para confiar Nele; testa a fé por meio de reivindicações maiores sobre ela e, portanto, a desenvolve e fortalece para atender a reivindicações ainda maiores e avançar ainda mais. E cada passo de obediência e sacrifício que é dado é recompensado por uma liberdade total da alma, da escravidão às coisas terrenas, e com uma alegria mais rica pelo desfrute das coisas celestiais. Assim, o desapontamento inerente às coisas transitórias, até as lícitas, desaparece da vida e é substituído pela satisfação ministrada pelas coisas eternas e infalíveis.


Nascido em 1795, estudou Medicina e Odontologia em Londres.

Seus escritos e seu exemplo motivaram grandemente James Hudson Taylor e outros missionários do século 19. É conhecido como o “Pai das missões por fé”. Suas idéias influenciaram muitos amigos cristãos, que vieram a se tornar líderes no recente movimento dos Irmãos, do qual tornou-se o primeiro missionário.

Por 10 anos, sua esposa Mary foi contra seu desejo missionário. Mas, por meio de uma doença e pela distribuição do dízimo da família ao povo pobre, Deus confirmou a ela que a família iria para além-mar. Em 1829, a família viajou por terra, quase seis meses, de Londres a Bagdá. Groves inaugurou uma escola, estudou árabe e praticou medicina. Essa foi a primeira missão protestante aos muçulmanos de fala árabe. Mas uma peste assoladora tirou a vida da esposa e de sua filhinha e quase causou sua morte também.

Sozinho, com três crianças pequenas em uma cidade hostil, Groves escreveu: “O Senhor tem nos mostrado hoje que o ataque repentino de minha querida esposa é peste. Penso que a infecção só pode ter vindo por mim. É terrível a perspectiva de ir deixando a pequena família em tal país, nestas condições. Mas triunfa a fé que tem minha querida esposa. Hoje ela me falou: ‘A diferença entre um filho de Deus e um mundano não está na morte, mas na esperança. Enquanto aquele tem Jesus, este está sem esperança e sem Deus no mundo’”. Pouco tempo depois, Mary Groves dormiu no Senhor.

Ele escreveu que “só existe um caminho de união: este de irmãos e irmãs com seu Senhor e Pai, permanecendo juntos em comunhão pelo Espírito. Quando esses grandes princípios são aceitos, todas outras coisas ― tal como sistema de regras de igreja ― estão, acredito, totalmente subordinados”.

Durante muitos anos na Índia, onde se sustentou como dentista, Groves ensinou líderes cristãos sobre a volta de Cristo, trabalhou pela unificação de todo povo cristão e recomendou que os missionários vivessem modestamente, ao nível do povo nativo. Nesses assuntos, ele foi um homem à frente de sua época. Como resultado da influência de Groves, centenas de congregações locais foram iniciadas por evangelistas da Índia e missionários europeus.

Em 20 de maio de 1853, aos 58 anos, Groves morreu em Bristol, na casa de George Müller, seu cunhado. Ele estava muitíssimo doente e com uma dor torturante, vinda do adiantado câncer estomacal, mas as pessoas diziam que seu quarto era como um pequeno céu. As últimas palavras, na Terra, desse fiel servo do Senhor foram: “Precioso Jesus!”

Fonte: Adaptado de Biografia Anthony Norris Groves e de outras fontes. Revisado por Francisco Nunes. Este artigo pode ser distribuído e usado livremente, desde que não haja alteração no texto, sejam mantidas as informações de autoria e de tradução e seja exclusivamente para uso gratuito. Preferencialmente, não o copie em seu sítio ou blog, mas coloque lá um link que aponte para o artigo. Ao compartilhar nossos artigos e/ou imagens, por favor, não os altere.
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