Essa é uma promessa em essência senão em forma. Nós precisamos de paciência, e aqui vemos o meio de obtê-la. Somente suportando é que aprendemos a suportar, assim como os homens aprendem a nadar nadando. Você não poderia aprender essa arte em terra seca nem aprender paciência sem problemas. Não vale a pena sofrer tribulação a fim de ganhar essa bela serenidade de mente, a qual, de modo calmo, consente em todo o desejo de Deus?

Contudo, nosso texto apresenta um fato singular, o qual não está de acordo com a natureza, mas é sobrenatural. Tribulação em si e de si mesma produz petulância, incredulidade e revolta. Somente pela sagrada alquimia da graça é que ela pode produzir em nós paciência. Nós não debulhamos o trigo para assentar o pó, mas o trilho da tribulação faz isso na eira de Deus. Nós não agitamos um homem a fim de dar-lhe descanso, mas dessa forma procede o Senhor com Seus filhos. Sem dúvida, essa não é a maneira do homem, mas redunda grandemente em glória para nosso todo-sábio Deus.

Oh, pela graça permito que minhas provações me abençoem! Por que eu desejaria impedir a graciosa operação delas?

“Senhor, eu Te peço para remover minha aflição, mas Te suplico dez vezes mais que remova minha impaciência. Precioso Senhor Jesus, com Tua cruz esculpe a imagem de Tua paciência em meu coração.”


(Traduzido por Jacilara Conceição. Revisado por Francisco Nunes. Este artigo pode ser distribuído e usado livremente, desde que não haja alteração no texto, sejam mantidas as informações de autoria, tradução, revisão e fonte e seja exclusivamente para uso gratuito. Preferencialmente, não o copie em seu sítio ou blog, mas coloque lá um link que aponte para o artigo.)

Campos de Boaz: colheita do que Cristo, o Boaz celestial, espalhou em Seus campos é um projeto cristão voluntário sob responsabilidade de Francisco Nunes.
Licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.