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relógio3Lembremo-nos de que não há lugar para pressa na fé nem na oração. A fé resiste ao tempo. Se Deus não responder, podemos esperar até que tenhamos cem anos de idade. Esperamos contra a esperança. Abraão creu em Deus (Rm 4.18).

Eliseu disse ao rei Jeoás que atirasse a flecha contra a terra, mas o rei fez assim apenas três vezes, ao passo que teria podido ferir os siros até os consumir (veja 2Rs 13.14-19). Assim também é nossa oração: não devemos orar duas ou três vezes e parar.

Um servo do Senhor disse certa vez: “Orar é como colocar cartões de visita em uma balança. Você coloca um peso de 100 gramas em um dos pratos da balança, e vai colocando cartões no outro. Quando se lança aqui o primeiro cartão, este não consegue levantar o peso de 100 gramas. Cartão após cartão é colocado, mas sem afetar o peso. Daí, talvez, no exato momento em que lançar o último cartão, o peso do outro lado é finalmente erguido. Assim também acontece com a oração. Oramos uma, duas, três vezes, e uma vez mais. Talvez seja esta nossa última oração, mas então vem a resposta.”

Pregar é proclamar aquilo que Deus tratou em sua vida. De outra forma, pregue o que pregar, você não conseguirá levar outras pessoas até aquele ponto. Há tantas pregações hoje com tão pouco resultado porque os próprios pregadores não aprenderam mediante o tratamento de Deus. É melhor não abrirmos a boca se tudo o que pregarmos for mero ensinamento – o resultado de duas ou três horas de preparo de um sermão. Precisamos experimentar de três a cinco anos de atuação de Deus em nossa vida antes de estarmos aptos a pregar.

Se tratarmos de algumas coisas que acontecem todos os dias, estaremos qualificados a tratar com pessoas que tenham os mesmos problemas. Você sabe a diferença entre fazer sermão e testemunhar? Fazer sermão não ajuda, mas testemunhar, sim. Podemos preparar um sermão que receba a aprovação dos homens, e no entanto não conseguir fazer que as pessoas prossigam vitoriosamente em seus caminhos, por não terem em que se apoiar. É como uma criança na escola primária que tenta escrever um relato sobre uma viagem que nunca realizou. Não é isso que acontece com o testemunho. Ao testemunhar, a pessoa estará descrevendo uma situação verdadeira – como se estivesse mostrando aquilo de que está falando. Talvez não fale bem, mas não falará errado, pois está descrevendo uma cena real, visível e palpável.

Portanto, no trabalho entre crentes como entre não-crentes, uma questão de grande importância para nós é a de lidarmos com Deus. Somente é real aquilo a respeito do que tenhamos tido tratamento; e é isso que vai tocar as pessoas quando falarmos.

Irmãos, há dezenas de milhares de coisas que exigem o toque de Deus hoje. Quão lastimável que tenhamos, até agora, ignorado tantas coisas sem termos jamais recebido os tratamentos de Deus! Se aprendermos a aceitar os caminhos de Deus para nós, todos os dias, aprenderemos a conhecê-Lo após algum tempo. Muitos crentes correm para lá e para cá a fim de ouvir pessoas e perguntar a elas, mas não buscam o Senhor por si mesmos. Não admira que ainda não conheçam o Senhor mesmo após terem sido salvos há tantos anos. Que lamentável é esse estado de coisas!

Deveríamos perguntar a Deus o que fazer quanto a todas questões. Deveríamos buscar até conhecer a vontade divina. Não devemos somente orar uma vez e parar. Repito: se for orar somente uma vez, seria melhor desistir de orar de vez.

Para concluir, então, deixem-me dizer que crentes preguiçosos jamais podem esperar conhecer a Deus. Que aprendamos diariamente a tratar com Deus bem como a ser tratados por Ele. Essas experiências são extremamente preciosas. Há mais valor em conhecermos a Deus do que em termos conhecimento intelectual da Bíblia.

Campos de Boaz: colheita do que Cristo, o Boaz celestial, espalhou em Seus campos é um projeto cristão voluntário sob responsabilidade de Francisco Nunes.
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