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Há um belo e conhecido trecho no livro do profeta Habacuque. Ele começa sua declaração com a palavra “Ainda”, indicando uma circunstância à qual contraporá outra.

“Ainda
que a figueira não floresça,
nem haja fruto na vide;
o produto da oliveira minta,
e os campos não produzam mantimento;
as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco,
e nos currais não haja gado”.

Então, ele apresenta sua conclusão, iniciando-a por “Todavia”:

“Todavia,
eu me alegro no Senhor,
exulto no Deus da minha salvação.” (3.17,18)

Não é toda a nossa vida uma constante luta entre o “todavia” que teremos em resposta aos “aindas” que enfrentamos? Não é o desafio constante de nosso dia-a-dia ter fé para dizer que “ainda que”, “todavia” manteremos o coração firme no Senhor? Não é nosso anelo dizer, com verdade e sem temor que, “ainda que…”, “todavia” nos alegraremos no Senhor, exultaremos em Deus? Não é a grande busca de nosso coração, se de fato conhecemos a Deus, ficarmos satisfeitos com Ele em lugar de encontrar sentido, conforto e segurança nas coisas?

Habacuque experimentou isso. Habacuque aprendeu “a estar contente em toda e qualquer situação” (cf. Fp 4.11), não porque as situações fossem sempre boas, mas porque se relacionava com o Senhor de todas as coisas, de todas as circunstâncias, não com elas.

“Ainda” e “Todavia”: eis aí a pedra-de-toque de nossa fé!

(Francisco Nunes, 14.07.07)

“Não floresceu a figueira!”
– A vara de Arão floresceu!
Meu Salvador está vivo.
Para ser meu socorro perfeito,
Deus mesmo o elegeu!

“Já não há fruto na vide!”
– Mas há na videira de Deus!
Dela sou ramo seguro,
E a seiva de vida do tronco
Circula nos seus!

“Não mais produz a oliveira!”
– Mas o óleo de Deus não tem fim.
Da plenitude que há em Cristo
Derrama ainda agora, abundante,
Também sobre mim!

“Já não há mais mantimento!”
– Mas há o pão do céu, para mim!
Dele me vem o sustento;
E a rica fatura que há nele
Jamais terá fim!

“Gado… as ovelhas… se foram!”
– Eu tenho o Cordeiro de Deus!
Seu sacrifício é perfeito.
Lavando no sangue, possuo
O reino dos céus!

Falhem-me as coisas, que importa?
Eu tenho Jesus, meu Senhor!
Nada me falta, Ele é tudo.
Minha alma se alegra e descansa
No meu Salvador!

(Mananciais no Deserto, Lettie Cowman, Editora Betânia)

Campos de Boaz: colheita do que Cristo, o Boaz celestial, espalhou em Seus campos é um projeto cristão voluntário sob responsabilidade de Francisco Nunes.
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